>... NICE TO SEE YOU MS. HOLLOW!
© Alexandre A. R. COSTA

Ano da realização/apresentação | Year of realization/presentation:
2010

Formato(s) | Format(s):
Exposição individual - instalação, trabalho colaborativo, desenho, fotografia, escultura, vídeo, som, performance | solo exhibition [installation, collaborative art work, draw, photography, sculpture, vídeo, sound, performance

Com a colaboração dos seguintes artistas | With the collaboration of the following invited artists @ "que podes fazer perante o desaparecimento da utopia?": an collaborative art work, which can be viewed in this exhibition: Ana Serra, Augusto Costa, Carol Oliveira, Hugo Brito, Javier Tudela, Jorge Fernando dos Santos, Juanjo Fuentes, Martín Cairo, Miguel Seabra, Paulo Mendes, Pedro Cabral Santo, Ruben Freitas e Tiny Domingos.

Momentos (descrição); Contextos; Espaço e localização da apresentação/implantação do Projeto; Curador(es)/programadores/organizadores/responsáveis/coordenadores | Moments (description); Contexts; Space and location of the presentation/implementation of the Project; Curator(s)/programmers/organizers/managers/coordinators:

@ Oficina Cultural
[Edifício Serviços Académicos Instituto Superior Politécnico Viana Castelo]
ADMINISTRATOR Dr. Diogo Augusto de Freitas Moreira
ADDRESS Largo 9 de Abril | 4901-911 Viana do Castelo
TELEPHONE <00351> 258 825 472
FAX <00351> 258 824 574
E-MAIL oficinacultural@ipvc.pt
SITE www.ipvc.pt
Getting there: by TRAIN [Viana do Castelo Station]
Open Everyday from 09.00 to 22.00

Texto no catálogo | Text on catalog:

O Instituto Superior Politécnico de Viana do Castelo apresenta, através da sua Galeria - Oficina Cultural, “Nice to see you Ms. Hollow”, uma exposição do artista Alexandre A. R. Costa (Braga 1973), no Edifício do Centro Académico desta Instituição. Esta exposição que reúne várias
linguagens / suportes, como a Instalação, Escultura, Desenho, Fotografia, Vídeo, Performance, conta ainda com um projecto especial e inédito denominado "Que podes fazer perante o desaparecimento da Utopia?", resultante de um processo de trabalho de artista que se estende ao território da curadoria.

A colaboração nesse projecto e o seu resultado serão visíveis no dia de inauguração. A participação neste projecto chega-nos de três países - Portugal, Alemanha e Espanha - por intermédio dos artistas: Ana Serra, Augusto Costa, Carol Oliveira, Hugo Brito, Javier Tudela, Jorge Fernando dos Santos, Juanjo Fuentes, Martín Caeiro, Miguel Seabra, Paulo Mendes, Pedro Cabral Santo, Ruben Freitas e Tiny Domingos.

Com produção da Oficina Cultural e sob um plano combinado de prática e comissariado do próprio artista, “Nice to see you Ms. Hollow” reúne um conjunto de obras indicativo da complexidade e multiplicidade da actividade de A. R. Costa. A exposição foca trabalhos resultantes da exploração do conceito de “Utopia”, a partir da leitura da célebre obra de Thomas More com o mesmo nome, confrontando-o com ideias de entropia, complexidade, sistema aberto e real. As obras apresentadas são inéditas e demonstrativas do processo de pesquisa em curso do artista. “Nice to see you Ms. Hollow” traduz-se, portanto, numa circunstância singular para ingressar no processo de trabalho inaudito de Alexandre A. R. Costa e descobrir o momento e situação da sua obra.

Alexandre A. R. Costa discorre sobre o mundo actual através de uma perspectiva sistémica e de não fácil acesso, sendo que essa visão se destaca pela apropriação e problematização de iconografias representativas de uma sociedade acrítica, global, consumista e de comunicação. A partir sempre do pressuposto da construção do projecto artístico, a leitura de autores do campo da filosofia, como Wittgenstein, Virilio, Baudrillard ou Perniola, ou de autores relacionados com a física quântica, a teoria dos sistemas, ou a teoria da informação, como Bertalanffy, Shannon, Prigogine, Bernoulli ou Heisenberg, são exemplo das motivações a uma dissecação das incertezas e instabilidades na actualidade dos sistemas do cultural, do social, do real por parte de A. R. Costa. Neste processo crítico, auto-crítico e muitas vezes com uma forte impressão irónica, o artista promove uma reflexão sobre os valores actuais, a forma como nos olhamos a nós próprios e a própria arte, assim como problematiza sobre a precisão do habitáculo e definição desta, apresentando-nos uma prática entrópica reveladora da actual e difícil figura do real e da sua vinculação ao caos.

Para compreendermos melhor este artista e o seu processo de trabalho, há uma outra pista: não há em A. R. Costa um artista pátrio no sentido deste ser confinado ao estudo da cultura portuguesa; há, sim, um artista português que cruza criticamente (confrontando-os) o pensamento maquinal global com a
contingência de uma definição da identidade de ser artista nos nossos dias, e isto ele vê-o independentemente das tradicionais fronteiras sociais e culturais. Estes trabalhos apresentam-se convocando formalmente tanto objectos de utilização do nosso quotidiano social com latência sígnica decadente, assim como “desconstruções” compostas a partir de materiais pobres ou trabalhando sobre a imagem dos mesmos. Textos, frases, símbolos, vinil, um livro, uma singular pá, desenho no papel, na parede, fotografia em papel, na parede, caixas de cartão com selos de correio com as moradas de artistas, etc.

Podemos constatar o recurso a métodos e medias tão dispares como a gravação em estúdio de um álbum experimental, a confecção e a oferta para consumo de um peculiar e gigante bolo com chocolate, ou a produção de um género de “lago” com dimensões admiráveis - onde convida outros artistas a apresentar trabalhos nesse contexto de exposição instável e produzindo padrões de imprevisibilidade -, a performance e os registos audiovisuais de uma conversa com o artista basco Javier Tudela (Vitoria 1960) a partir de um artigo no qual debatem o estado do próprio projecto “participativo” e “relacional” (que Alexandre A. R. Costa propõe com “Que podes fazer perante o desaparecimento da Utopia?”). Todo este complexo universo processual é apresentado com uma particular “depuração estética”, sendo que esta é apenas uma ideia daquilo que poderemos encontrar na Galeria da Oficina Cultural daquela Instituição de Ensino Superior.

Será importante referir que o próprio título “Nice to see you Ms. Hollow” indica-nos uma experiência ao desconhecido e paradoxal mundo da sombra e do transparente, da correspondência e das im-possibilidades da não-comunicação, e daquilo a que Alexandre A. R. Costa se refere como “...um
projecto como a Black Hole Entropy”.

Esta exposição, a sua metodologia e produção é uma abordagem insubmissa às apresentações tradicionais do objecto artístico, incluindo aquelas vinculadas aos mercados da arte, estimulando o potencial crítico nos circuitos especializados e no público em geral, promovendo uma experiência “relacionalmente crítica” no centro do processo prático e teorético de Alexandre A. R. Costa.

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Com a colaboração dos seguintes artistas | With the collaboration of the following invited artists @ "que podes fazer perante o desaparecimento da utopia?": an collaborative art work, which can be viewed in this exhibition: Ana Serra, Augusto Costa, Carol Oliveira, Hugo Brito, Javier Tudela, Jorge Fernando dos Santos, Juanjo Fuentes, Martín Cairo, Miguel Seabra, Paulo Mendes, Pedro Cabral Santo, Ruben Freitas e Tiny Domingos.

Momentos (descrição); Contextos; Espaço e localização da apresentação/implantação do Projeto; Curador(es)/programadores/organizadores/responsáveis/coordenadores | Moments (description); Contexts; Space and location of the presentation/implementation of the Project; Curator(s)/programmers/organizers/managers/coordinators:

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FAX <00351> 258 824 574
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O Instituto Superior Politécnico de Viana do Castelo apresenta, através da sua Galeria - Oficina Cultural, “Nice to see you Ms. Hollow”, uma exposição do artista Alexandre A. R. Costa (Braga 1973), no Edifício do Centro Académico desta Instituição. Esta exposição que reúne várias
linguagens / suportes, como a Instalação, Escultura, Desenho, Fotografia, Vídeo, Performance, conta ainda com um projecto especial e inédito denominado "Que podes fazer perante o desaparecimento da Utopia?", resultante de um processo de trabalho de artista que se estende ao território da curadoria.

A colaboração nesse projecto e o seu resultado serão visíveis no dia de inauguração. A participação neste projecto chega-nos de três países - Portugal, Alemanha e Espanha - por intermédio dos artistas: Ana Serra, Augusto Costa, Carol Oliveira, Hugo Brito, Javier Tudela, Jorge Fernando dos Santos, Juanjo Fuentes, Martín Caeiro, Miguel Seabra, Paulo Mendes, Pedro Cabral Santo, Ruben Freitas e Tiny Domingos.

Com produção da Oficina Cultural e sob um plano combinado de prática e comissariado do próprio artista, “Nice to see you Ms. Hollow” reúne um conjunto de obras indicativo da complexidade e multiplicidade da actividade de A. R. Costa. A exposição foca trabalhos resultantes da exploração do conceito de “Utopia”, a partir da leitura da célebre obra de Thomas More com o mesmo nome, confrontando-o com ideias de entropia, complexidade, sistema aberto e real. As obras apresentadas são inéditas e demonstrativas do processo de pesquisa em curso do artista. “Nice to see you Ms. Hollow” traduz-se, portanto, numa circunstância singular para ingressar no processo de trabalho inaudito de Alexandre A. R. Costa e descobrir o momento e situação da sua obra.

Alexandre A. R. Costa discorre sobre o mundo actual através de uma perspectiva sistémica e de não fácil acesso, sendo que essa visão se destaca pela apropriação e problematização de iconografias representativas de uma sociedade acrítica, global, consumista e de comunicação. A partir sempre do pressuposto da construção do projecto artístico, a leitura de autores do campo da filosofia, como Wittgenstein, Virilio, Baudrillard ou Perniola, ou de autores relacionados com a física quântica, a teoria dos sistemas, ou a teoria da informação, como Bertalanffy, Shannon, Prigogine, Bernoulli ou Heisenberg, são exemplo das motivações a uma dissecação das incertezas e instabilidades na actualidade dos sistemas do cultural, do social, do real por parte de A. R. Costa. Neste processo crítico, auto-crítico e muitas vezes com uma forte impressão irónica, o artista promove uma reflexão sobre os valores actuais, a forma como nos olhamos a nós próprios e a própria arte, assim como problematiza sobre a precisão do habitáculo e definição desta, apresentando-nos uma prática entrópica reveladora da actual e difícil figura do real e da sua vinculação ao caos.

Para compreendermos melhor este artista e o seu processo de trabalho, há uma outra pista: não há em A. R. Costa um artista pátrio no sentido deste ser confinado ao estudo da cultura portuguesa; há, sim, um artista português que cruza criticamente (confrontando-os) o pensamento maquinal global com a
contingência de uma definição da identidade de ser artista nos nossos dias, e isto ele vê-o independentemente das tradicionais fronteiras sociais e culturais. Estes trabalhos apresentam-se convocando formalmente tanto objectos de utilização do nosso quotidiano social com latência sígnica decadente, assim como “desconstruções” compostas a partir de materiais pobres ou trabalhando sobre a imagem dos mesmos. Textos, frases, símbolos, vinil, um livro, uma singular pá, desenho no papel, na parede, fotografia em papel, na parede, caixas de cartão com selos de correio com as moradas de artistas, etc.

Podemos constatar o recurso a métodos e medias tão dispares como a gravação em estúdio de um álbum experimental, a confecção e a oferta para consumo de um peculiar e gigante bolo com chocolate, ou a produção de um género de “lago” com dimensões admiráveis - onde convida outros artistas a apresentar trabalhos nesse contexto de exposição instável e produzindo padrões de imprevisibilidade -, a performance e os registos audiovisuais de uma conversa com o artista basco Javier Tudela (Vitoria 1960) a partir de um artigo no qual debatem o estado do próprio projecto “participativo” e “relacional” (que Alexandre A. R. Costa propõe com “Que podes fazer perante o desaparecimento da Utopia?”). Todo este complexo universo processual é apresentado com uma particular “depuração estética”, sendo que esta é apenas uma ideia daquilo que poderemos encontrar na Galeria da Oficina Cultural daquela Instituição de Ensino Superior.

Será importante referir que o próprio título “Nice to see you Ms. Hollow” indica-nos uma experiência ao desconhecido e paradoxal mundo da sombra e do transparente, da correspondência e das im-possibilidades da não-comunicação, e daquilo a que Alexandre A. R. Costa se refere como “...um
projecto como a Black Hole Entropy”.

Esta exposição, a sua metodologia e produção é uma abordagem insubmissa às apresentações tradicionais do objecto artístico, incluindo aquelas vinculadas aos mercados da arte, estimulando o potencial crítico nos circuitos especializados e no público em geral, promovendo uma experiência “relacionalmente crítica” no centro do processo prático e teorético de Alexandre A. R. Costa.

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