PROJETO "TO DARK – Um Filme de Alexandre A. R. Costa”

© Alexandre A. R. COSTA

Realizado/apresentado em | Made/presented in:
2013

Formato/Meios | Art media:
Vídeo (MOV. DVC - PAL. C/Som); Vídeo-Projeção, (duração): 00:09:47:15.

Momentos (descrição); Contextos; Espaço e localização da apresentação/implantação do Projeto; Curador(es)/programadores/organizadores/responsáveis/coordenadores | Moments (description); Contexts; Space and location of the presentation/implementation of the Project; Curator(s)/programmers/organizers/managers/coordinators:
1. No Between document & fiction, Film event, Marquee theatre, Madison/Washington D.C., United States of America. Curador: José Carlos Teixeira.

2. No Sopa de Pedra & Cavalo Cansado - performance, instalação, vídeo/cinema, concerto - acontecimento 24/25 abril, Ateliers Mompilher, Porto. organizado com a equipa dos Ateliers Mompilher.

- Ateliers Mompilher - Espaço Independente de Produção Artística, Porto.
- Curadoria: Ateliers Mompilher/ Alexandre A. R. Costa, Jorge Fernando dos Santos, Miguel Seabra.

Reflexão, sinopse | Thought, synopsis
(EN) from the document: between document & fiction 2.
When an unexpected incident happens with the mechanism of an 8mm projector, preventing me from digitally reproduce an old film from my partner Ana, Hugo (the 8mm projector’s owner) looks for the causes for such an issue, without success. Experimentation, parody, knowledge, amazement, system, apparatus, error, suspension, utopia and reality, might well be possible layers of this experience. To Dark is a re-encounter with the physical laws of life that lead us to the second law of thermodynamics.
A certain look in order to understand the irreversibility of time, with the implied consequences to human activity, as it may relate with the artistic practice. Technology here is an excuse to dive deep in that condition of uncertainty, while restoring the illusion of knowing the language of the real. That uncertainty (un)defines all the process, and it is revealed by a blind navigation in between looking at and operating the object. Such technological medium becomes itself the very present of a “post-medium” document. (…)

Alexandre A. R. Costa was born in 1973 in Braga, but has been living in Oporto, Portugal, since ever.
He has been working on video, photography, draw, performance, installation since the late 90`s / exhibitions in Portugal, France, Spain, U.S.A., Germany, among others. He is also a curator of several exhibitions, Founder and responsible for the programme of visual arts at the Artemosferas Project & the Art Center - Espaço Artes Múltiplas I.A.C. Porto (2001-2003), Co-Director of Ateliers Mompilher Porto (2011-present), and Director of PROJECTO I.M.A.N. - Arte Contemporânea (2005 - present). Lecturer at the university level (I.P.V.C.), Costa have a Doctorado/ PhD in Contemporary Art in Spain/ University of Vigo, with an international FCT Grant. Postgraduate diploma/ Master of Arts, Surrey-Roehampton University - London, D.E.A. University of Vigo, and a BFA in Fine Arts from University of Porto.

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(PT)
Quando um imprevisível acidente acontece ao mecanismo de projecção de 8mm e me impede de reproduzir digitalmente um velho filme cedido pela minha companheira Ana, Hugo - artista e proprietário do antigo projector - procura sem sucesso as causas da indecibilidade gerada. O desempenho de Hugo possibilita e introduz um carácter paródico ao filme, no momento em que ele tenta "conhecer" mas no qual está simultaneamente sempre "deslumbrado" com o mecanismo que tem à sua frente. Ele acaba por reconhecer que o erro e a suspensão do ideal são partes integrantes da experiência contemporânea. Desiste da reparação para permitir o anúncio dessa condição e momentum (como caminho… para a diversidade e incessante reorganização estética). Uma reflexão sobre a condição pós-medial, encontro com a decepção, com a desilusão da espectativa, com o fracasso da função (gorada) daquele mecanismo. Esse mecanismo que ganha neste trabalho um carácter de autonomia, ele faz-se de forma cooperativa com os seus intervenientes, resultando num todo autoconstruído.

“To dark” é um reencontro com as regras físicas da vida que nos remetem para a 2ª lei da termodinâmica. Um olhar que procura entender o rumo irreversível do tempo, com as consequências implicadas para as actividades humanas, como pode ser a prática artística. A tecnologia é aqui um "motivo" para mergulharmos nessa condição universal reservada a todos os sistemas - a da degradação rumo à escuridão. O processo artístico ajusta-se a esta condição de incerteza e regenera a ilusão intencional de conhecer a linguagem da realidade. A incerteza vai definindo o processo, e mostra-se através de uma "navegação cega" entre a experiência do olhar e a de operar o objeto disponível, ampliando-se o acontecimento para níveis exponenciais de experimentação. Esse medium tecnológico passa subitamente a ser ele mesmo o presente de um documento, presente que se expande através do acaso e das adaptações (contemporâneas) a partir de um legado passado. Assistimos à regeneração pela desfiguração, e a um movimento progressivamente "congelado" da própria máquina que se mostra tensionalmente como metáfora da energia da vida mas também pela crítica à sua manipulação. Um mecanismo que nos vai fugindo ao que procura o olhar, através e com o nosso olhar, e por isso, não foge à intencionalidade da ideia de que a morte acompanha qualquer sistema.

Gravado com um iPhone 4, Editado (1) para DVD-Pal & (2) para DVD-NTSC. Cor, Audio Stereo. Créditos fotográficos (vídeo stills): fonte própria.
Local de gravação: Porto/Portugal.
Agradecimentos: Hugo de Almeida Pinho (participação e cedência do projetor de 8mm); Ana Serra (cedência do filme de 8mm); José Carlos Teixeira (traduções para língua inglesa).
Apresentações: 1a no evento: Between Document & Fiction – Film Event. Marquee Theatre, Madison/Washington D.C., United States of America. 07.03.2013. Curator: José Carlos Teixeira; 2a no evento: SOPA #3: Sopa de Pedra & Cavalo Cansado (performance, instalação, vídeo/cinema, concerto - acontecimento 24/25 abril). Espaço de produção artística – Ateliers Mompilher, Porto. 24-25.04.2013. Organizado pela equipa dos Ateliers Mompilher, em modo cooperativo com a comunidade artística participante no evento.

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Formato/Meios | Art media:
Vídeo (MOV. DVC - PAL. C/Som); Vídeo-Projeção, (duração): 00:09:47:15.

Momentos (descrição); Contextos; Espaço e localização da apresentação/implantação do Projeto; Curador(es)/programadores/organizadores/responsáveis/coordenadores | Moments (description); Contexts; Space and location of the presentation/implementation of the Project; Curator(s)/programmers/organizers/managers/coordinators:
1. No Between document & fiction, Film event, Marquee theatre, Madison/Washington D.C., United States of America. Curador: José Carlos Teixeira.

2. No Sopa de Pedra & Cavalo Cansado - performance, instalação, vídeo/cinema, concerto - acontecimento 24/25 abril, Ateliers Mompilher, Porto. organizado com a equipa dos Ateliers Mompilher.

- Ateliers Mompilher - Espaço Independente de Produção Artística, Porto.
- Curadoria: Ateliers Mompilher/ Alexandre A. R. Costa, Jorge Fernando dos Santos, Miguel Seabra.

Reflexão, sinopse | Thought, synopsis
(EN) from the document: between document & fiction 2.
When an unexpected incident happens with the mechanism of an 8mm projector, preventing me from digitally reproduce an old film from my partner Ana, Hugo (the 8mm projector’s owner) looks for the causes for such an issue, without success. Experimentation, parody, knowledge, amazement, system, apparatus, error, suspension, utopia and reality, might well be possible layers of this experience. To Dark is a re-encounter with the physical laws of life that lead us to the second law of thermodynamics.
A certain look in order to understand the irreversibility of time, with the implied consequences to human activity, as it may relate with the artistic practice. Technology here is an excuse to dive deep in that condition of uncertainty, while restoring the illusion of knowing the language of the real. That uncertainty (un)defines all the process, and it is revealed by a blind navigation in between looking at and operating the object. Such technological medium becomes itself the very present of a “post-medium” document. (…)

Alexandre A. R. Costa was born in 1973 in Braga, but has been living in Oporto, Portugal, since ever.
He has been working on video, photography, draw, performance, installation since the late 90`s / exhibitions in Portugal, France, Spain, U.S.A., Germany, among others. He is also a curator of several exhibitions, Founder and responsible for the programme of visual arts at the Artemosferas Project & the Art Center - Espaço Artes Múltiplas I.A.C. Porto (2001-2003), Co-Director of Ateliers Mompilher Porto (2011-present), and Director of PROJECTO I.M.A.N. - Arte Contemporânea (2005 - present). Lecturer at the university level (I.P.V.C.), Costa have a Doctorado/ PhD in Contemporary Art in Spain/ University of Vigo, with an international FCT Grant. Postgraduate diploma/ Master of Arts, Surrey-Roehampton University - London, D.E.A. University of Vigo, and a BFA in Fine Arts from University of Porto.

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(PT)
Quando um imprevisível acidente acontece ao mecanismo de projecção de 8mm e me impede de reproduzir digitalmente um velho filme cedido pela minha companheira Ana, Hugo - artista e proprietário do antigo projector - procura sem sucesso as causas da indecibilidade gerada. O desempenho de Hugo possibilita e introduz um carácter paródico ao filme, no momento em que ele tenta "conhecer" mas no qual está simultaneamente sempre "deslumbrado" com o mecanismo que tem à sua frente. Ele acaba por reconhecer que o erro e a suspensão do ideal são partes integrantes da experiência contemporânea. Desiste da reparação para permitir o anúncio dessa condição e momentum (como caminho… para a diversidade e incessante reorganização estética). Uma reflexão sobre a condição pós-medial, encontro com a decepção, com a desilusão da espectativa, com o fracasso da função (gorada) daquele mecanismo. Esse mecanismo que ganha neste trabalho um carácter de autonomia, ele faz-se de forma cooperativa com os seus intervenientes, resultando num todo autoconstruído.

“To dark” é um reencontro com as regras físicas da vida que nos remetem para a 2ª lei da termodinâmica. Um olhar que procura entender o rumo irreversível do tempo, com as consequências implicadas para as actividades humanas, como pode ser a prática artística. A tecnologia é aqui um "motivo" para mergulharmos nessa condição universal reservada a todos os sistemas - a da degradação rumo à escuridão. O processo artístico ajusta-se a esta condição de incerteza e regenera a ilusão intencional de conhecer a linguagem da realidade. A incerteza vai definindo o processo, e mostra-se através de uma "navegação cega" entre a experiência do olhar e a de operar o objeto disponível, ampliando-se o acontecimento para níveis exponenciais de experimentação. Esse medium tecnológico passa subitamente a ser ele mesmo o presente de um documento, presente que se expande através do acaso e das adaptações (contemporâneas) a partir de um legado passado. Assistimos à regeneração pela desfiguração, e a um movimento progressivamente "congelado" da própria máquina que se mostra tensionalmente como metáfora da energia da vida mas também pela crítica à sua manipulação. Um mecanismo que nos vai fugindo ao que procura o olhar, através e com o nosso olhar, e por isso, não foge à intencionalidade da ideia de que a morte acompanha qualquer sistema.

Gravado com um iPhone 4, Editado (1) para DVD-Pal & (2) para DVD-NTSC. Cor, Audio Stereo. Créditos fotográficos (vídeo stills): fonte própria.
Local de gravação: Porto/Portugal.
Agradecimentos: Hugo de Almeida Pinho (participação e cedência do projetor de 8mm); Ana Serra (cedência do filme de 8mm); José Carlos Teixeira (traduções para língua inglesa).
Apresentações: 1a no evento: Between Document & Fiction – Film Event. Marquee Theatre, Madison/Washington D.C., United States of America. 07.03.2013. Curator: José Carlos Teixeira; 2a no evento: SOPA #3: Sopa de Pedra & Cavalo Cansado (performance, instalação, vídeo/cinema, concerto - acontecimento 24/25 abril). Espaço de produção artística – Ateliers Mompilher, Porto. 24-25.04.2013. Organizado pela equipa dos Ateliers Mompilher, em modo cooperativo com a comunidade artística participante no evento.

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