PROJETO "Universo em marcha (dispositivo para acontecimentos)"

© Alexandre A. R. COSTA

Realizado/apresentado em | Made/presented in:
2013

Formato/Meios | Art media:
Instalação/acção colaborativa/performance

Momentos (descrição); Contextos; Espaço e localização da apresentação/implantação do Projeto; Curador(es)/programadores/organizadores/responsáveis/coordenadores | Moments (description); Contexts; Space and location of the presentation/implementation of the Project; Curator(s)/programmers/organizers/managers/coordinators:

- acontecimento1
Na exposição colectiva "Resgate", Casa Sá Cortinas, Barcelos. Curador: Hugo Soares.

A instalação “Universo em marcha...” participa na exposição colectiva “Resgate – Artes Plásticas - Exposição para `Recovery´ em Saúde Mental | Art Exhibition to Recovery in Mental Health”. Com curadoria de Hugo Soares. Em Barcelos na Casa Sá Cortinas (especialmente cedida para este evento que juntou mais de 60 artistas). Um evento que se desenvolveu em prol de uma IPSS que trata utentes com problemas mentais, e que atualmente corre o risco de encerrar por cortes orçamentais. Vários convidados foram convidados ao longo do prazo de exposição, para virem debater soluções, no espaço de exposição, à mesa, no espaço central de "debate", ou seja com a instalação “Universo em marcha...” como objeto funcional para os convidados do debate, e que tem uma outra função (crítica, de responsabilização) através da sua interpelação (linguagem universal da entropia) à eventualidade do discurso retórico/fechado dos convidados. Esta instalação, promove consciência sobre a diferença entre a obra estar presente no seu contexto (sem estar ativa) e a obra estar presente (ativamente). O facto de a instalação "vibrar" a par dos discursos dos palestrantes, e apresentar instável o seu plano, a sua superfície, promove que os discursos (sendo herméticos) sejam conceptualmente desmontados, abertos, para originar a sua redefinição. Mas tanto de uma forma ou de outra, a obra desempenha o seu papel. Podemos debater questões interessantes a partir do momento em que a instalação é vista (eventualmente pelos intervenientes) meramente como um acessório ao seu discurso.

Entre os intervenientes (palestrantes) neste primeiro acontecimento, encontram-se por exemplo:

Fernando Leal da Costa (Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde), Isabel Silva (Alta Representante da Direção Regional da Cultura), Salvato Trigo (Reitor da Universidade Fernando Pessoa, Porto), Álvaro Andrade de Carvalho (Diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental), Joaquim Vale (Director Nacional das IPSS`s), Álvaro Santos (Diretor da Casa das Artes), Jorge Bouça (Presidente do Conselho Regional de Saúde Mental do Norte | Administração Regional de Saúde Norte, IP. | Diretor do Serviço de Psiquiatria do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho), Carlos Alberto Cardoso (Professor, Marketing Social), Miguel Filgueiras (Cineasta), A. Leuschner (Presidente do Conselho Nacional para a Saúde Mental | Presidente do Conselho de Administração do Hospital Magalhães Lemos), Filomena Bordalo (Presidente do Centro Humanitário de Macieira de Rates - Cruz Vermelha Portuguesa), Miguel Durães (Presidente da Associação dos Familiares e Amigos dos Utentes da Casa de Saúde S. João de Deus - AFAUCSB), Paulo Mendes (Artista e Curador), Marta Bernardes (Artista Plástica). Entre outros “utilizadores” da instalação, como músicos, djs, artistas, utentes e funcionários da IPSS, etc.

- acontecimento2
Na exposição colectiva "Good News - comunicar é complicar", F.C.T. - Faculdade de Ciência e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa. Curador: Mário Caeiro e José Moura.

A instalação “Universo em marcha...” participa numa outra exposição colectiva “Good News – Comunicar é complicar | To communicate is to complicate”. Com curadoria de Mário Caeiro e José Moura. Em Lisboa/Caparica, na Galeria de Arte da Biblioteca da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Antes da inauguração, o Hugo Soares (que tem vindo a acompanhar o percurso do UNIVERSO EM MARCHA...), ajudou-me a lixar o brilho do tampo da mesa (disponibilizada pela FCT), chamamos a esta ação “o raio de schwarzschild”. No lugar do brilho, a superfície da mesa ficou com um “pó esbranquiçado” composto pelas partículas anteriormente agregadas, sedimentadas ao corpo da mesa... Algo de dentro apresenta-se em transformação, abrindo-se ao meio (fala-se de um processo de tornar visível o que estava menos visível). A inauguração da exposição decorre com uma conversa em torno da instalação/mesa, entre os presentes, para além do público em geral, encontravam-se José Moura, responsável pelo espaço expositivo e curador, Mário Caeiro, curador da exposição, a vice-reitora da Faculdade em representação do reitor que estava nesse dia ausente da capital portuguesa, e eu próprio, no papel de artista. Ninguém se sentou nas cadeiras disponíveis, oradores e público estiveram de pé em redor da mesa, como que num nivelamento de protagonismos. Deixou-se de lado qualquer tipo de desígnio retórico, e houve sim uma breve troca de palavras, acerca do que se propunha naquele espaço e com aquela peça específica. No cômpito geral, podemos dizer que se seguiu o fluxo do acaso, e a partir desse pressuposto foi-se construindo o acontecimento.

- acontecimento3
Na exposição colectiva "6 proyectos de espacio para 1 espacio", Centro Cultural Pazo Torrado, Cambados (Espanha). Curador: Javier Tudela.

A instalação “Universo em marcha...” participa numa outra exposição colectiva “6 proyectos de espacio para 1 espacio”, com curadoria de Javier Tudela. No Centro Cultural Pazo de Torrado, Cambados, Espanha. A inauguração da exposição decorre com uma conversa em torno da "mesa", entre os presentes, para além do público em geral, encontravam-se o Alcalde de Cambados Luis Aragunde, o responsável pelo espaço expositivo José Vaamonde, Javier Tudela, curador da exposição, alguns dos artistas (Carlota Salgado Leal, Lucía Romaní, Jesus de la Iglesia, e eu próprio). Ninguém se sentou nas cadeiras disponíveis, oradores e público estiveram de pé em redor da mesa, como que num ato de nivelamento de protagonismos, elogio à democracia real, à teoria dos corpos (homologia dos organismos), diversidade e isomorfismo (não-absoluto). Deixou-se de lado qualquer tipo de desígnio retórico, e houve sim uma breve troca de palavras, acerca do que se propunha naquele espaço e com aquela peça específica. Realimentou-se a utopia (a da concretização real do sonho individual e nunca híper-individual). A estropia, ali representada na instabilidade provocada pelo efeito de vibração da máquina age abrindo a percepção do espectador sobre o objecto, ou seja: sobre o símbolo da estrutura discursiva e de estabilidade “cénica” do poder – a mesa... enquanto objeto que utilizado tantas vezes pela regra do dualismo de raiz absolutista para separar os "protagonistas" de todos os "outros". A utilidade desse objecto ao serviço das narrativas retóricas, demasiado sedimentadas, torna-se agora obsoleta. Os recepcionistas do espaço (que têm como local de trabalho esta entrada do Centro Cultural), e que são designados para receberem os visitantes da exposição, têm directrizes para "accionar" a instalação, desenvolvendo entretanto conversação com público (um processo relacional e pedagógico vai-se construindo). O objecto agora instável abre-se a outras possibilidades narrativas (da sua linguagem em reconstrução, e a partir desta, das suas outras interpretações...). A utilidade é conceptual e física, promovendo a interrogação de planos da imaginação de cada um, assim como da sua responsabilidade social. Somos todos participantes, somos todos responsáveis.

Reflexão, sinopse | Thought, synopsis

"UNIVERSO EM MARCHA (dispositivo para acontecimentos)" © Alexandre A. R. COSTA, 2013, é uma instalação "temperamental" que interpela e levanta questões aos mecanismos de comunicação e controlo. Metáfora e prática sobre a linguagem instável da consciência, da vida e da arte contemporânea... É um trabalho proposto no sentido deste se desenvolver, auto-organizar (e expandir o conhecimento) através da complexidade que se vai gerando no (seu/com o seu) contexto de apresentação. A instalação ganha e propõe "vida" a partir da sua própria instabilidade (das doses de entropia que vai injetando, fazendo reabrir as "possibilidades" de um debate sobre a realidade dos factos, e ...). No primeiro "acontecimento" esteve situada no espaço central de "debate" do evento “Resgate” -assim acordado com a curadoria do evento-. Tendo sido essencial a sua "articulação" com todos os acontecimentos (intervenientes) desse “Resgate”, evento que cruzou a questão da "saúde mental" com a prática artística contemporânea. Todo o sistema de organização da “Resgate” (exposição com a curadoria de Hugo Soares, e toda a equipa da IPSS, liderada por Miguel Durães) esteve sintonizado com a presença da instalação nesse local de características de multifuncionalidade. Foi desenhado um programa com debates, concertos, palestras, etc. que possibilitou a “vida” (convivência e interpelação) da instalação. Este projecto "UNIVERSO EM MARCHA (dispositivo para acontecimentos) #1" desenvolveu-se através do "acontecimento #2 e #3", designadamente o acontecimento #2 na exposição "Good News - comunicar é complicar", F.C.T.-UNL, com curadoria de Mário Caeiro, e acontecimento #3 na exposição "6 proyectos de espacio para 1 espacio", no Centro Cultural Pazo de Torrado, Cambados, Espanha, com curadoria de Javier Tudela.

Formalmente, podemos perceber que uma das pernas da mesa que “traça” esta instalação, é mais curta do que as três restantes, esta (mais curta) encontra-se colocada na base de uma máquina de "vibração" (daquelas típicas de vibração - para se fazer tremer o corpo e perder peso...). Por isso, todos os discursos dos intervenientes das conferências são interpelados pela instabilidade gerada nessa perna e que se propaga a todo o plano/superfície da “mesa”. As mãos desses "agentes" tremem, as folhas com os seus textos tremem, objectos como os copos e as garrafas com água ali deixados tremem. Depois há quem queira "desenhar projetos" ou simplesmente pousar os seus objetos pessoais nessa mesa a tremer, enquanto vê a peça e o resto da exposição. Acabou por ser um acontecimento muito positivo, trazendo vantagens à investigação prática sobre a interpelação da circularidade discursiva. Somos levados até uma questão: comunicar exige mais do que retóricas ou demagogias (normalmente agregadas a discursos de sistemas fechados, herméticos). Abrir os sistemas controladores, fechados, e a caminho do seu congelamento é uma responsabilidade... do artista e de cada um dos intervenientes sociais.

links
http://www.cambados.es/eportal/portal/index.php?id_seccion=15&js=si&ajax=si&solo_caja=296

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PROJETO "Universo em marcha (dispositivo para acontecimentos)"

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Realizado/apresentado em | Made/presented in:
2013

Formato/Meios | Art media:
Instalação/acção colaborativa/performance

Momentos (descrição); Contextos; Espaço e localização da apresentação/implantação do Projeto; Curador(es)/programadores/organizadores/responsáveis/coordenadores | Moments (description); Contexts; Space and location of the presentation/implementation of the Project; Curator(s)/programmers/organizers/managers/coordinators:

- acontecimento1
Na exposição colectiva "Resgate", Casa Sá Cortinas, Barcelos. Curador: Hugo Soares.

A instalação “Universo em marcha...” participa na exposição colectiva “Resgate – Artes Plásticas - Exposição para `Recovery´ em Saúde Mental | Art Exhibition to Recovery in Mental Health”. Com curadoria de Hugo Soares. Em Barcelos na Casa Sá Cortinas (especialmente cedida para este evento que juntou mais de 60 artistas). Um evento que se desenvolveu em prol de uma IPSS que trata utentes com problemas mentais, e que atualmente corre o risco de encerrar por cortes orçamentais. Vários convidados foram convidados ao longo do prazo de exposição, para virem debater soluções, no espaço de exposição, à mesa, no espaço central de "debate", ou seja com a instalação “Universo em marcha...” como objeto funcional para os convidados do debate, e que tem uma outra função (crítica, de responsabilização) através da sua interpelação (linguagem universal da entropia) à eventualidade do discurso retórico/fechado dos convidados. Esta instalação, promove consciência sobre a diferença entre a obra estar presente no seu contexto (sem estar ativa) e a obra estar presente (ativamente). O facto de a instalação "vibrar" a par dos discursos dos palestrantes, e apresentar instável o seu plano, a sua superfície, promove que os discursos (sendo herméticos) sejam conceptualmente desmontados, abertos, para originar a sua redefinição. Mas tanto de uma forma ou de outra, a obra desempenha o seu papel. Podemos debater questões interessantes a partir do momento em que a instalação é vista (eventualmente pelos intervenientes) meramente como um acessório ao seu discurso.

Entre os intervenientes (palestrantes) neste primeiro acontecimento, encontram-se por exemplo:

Fernando Leal da Costa (Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde), Isabel Silva (Alta Representante da Direção Regional da Cultura), Salvato Trigo (Reitor da Universidade Fernando Pessoa, Porto), Álvaro Andrade de Carvalho (Diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental), Joaquim Vale (Director Nacional das IPSS`s), Álvaro Santos (Diretor da Casa das Artes), Jorge Bouça (Presidente do Conselho Regional de Saúde Mental do Norte | Administração Regional de Saúde Norte, IP. | Diretor do Serviço de Psiquiatria do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho), Carlos Alberto Cardoso (Professor, Marketing Social), Miguel Filgueiras (Cineasta), A. Leuschner (Presidente do Conselho Nacional para a Saúde Mental | Presidente do Conselho de Administração do Hospital Magalhães Lemos), Filomena Bordalo (Presidente do Centro Humanitário de Macieira de Rates - Cruz Vermelha Portuguesa), Miguel Durães (Presidente da Associação dos Familiares e Amigos dos Utentes da Casa de Saúde S. João de Deus - AFAUCSB), Paulo Mendes (Artista e Curador), Marta Bernardes (Artista Plástica). Entre outros “utilizadores” da instalação, como músicos, djs, artistas, utentes e funcionários da IPSS, etc.

- acontecimento2
Na exposição colectiva "Good News - comunicar é complicar", F.C.T. - Faculdade de Ciência e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa. Curador: Mário Caeiro e José Moura.

A instalação “Universo em marcha...” participa numa outra exposição colectiva “Good News – Comunicar é complicar | To communicate is to complicate”. Com curadoria de Mário Caeiro e José Moura. Em Lisboa/Caparica, na Galeria de Arte da Biblioteca da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Antes da inauguração, o Hugo Soares (que tem vindo a acompanhar o percurso do UNIVERSO EM MARCHA...), ajudou-me a lixar o brilho do tampo da mesa (disponibilizada pela FCT), chamamos a esta ação “o raio de schwarzschild”. No lugar do brilho, a superfície da mesa ficou com um “pó esbranquiçado” composto pelas partículas anteriormente agregadas, sedimentadas ao corpo da mesa... Algo de dentro apresenta-se em transformação, abrindo-se ao meio (fala-se de um processo de tornar visível o que estava menos visível). A inauguração da exposição decorre com uma conversa em torno da instalação/mesa, entre os presentes, para além do público em geral, encontravam-se José Moura, responsável pelo espaço expositivo e curador, Mário Caeiro, curador da exposição, a vice-reitora da Faculdade em representação do reitor que estava nesse dia ausente da capital portuguesa, e eu próprio, no papel de artista. Ninguém se sentou nas cadeiras disponíveis, oradores e público estiveram de pé em redor da mesa, como que num nivelamento de protagonismos. Deixou-se de lado qualquer tipo de desígnio retórico, e houve sim uma breve troca de palavras, acerca do que se propunha naquele espaço e com aquela peça específica. No cômpito geral, podemos dizer que se seguiu o fluxo do acaso, e a partir desse pressuposto foi-se construindo o acontecimento.

- acontecimento3
Na exposição colectiva "6 proyectos de espacio para 1 espacio", Centro Cultural Pazo Torrado, Cambados (Espanha). Curador: Javier Tudela.

A instalação “Universo em marcha...” participa numa outra exposição colectiva “6 proyectos de espacio para 1 espacio”, com curadoria de Javier Tudela. No Centro Cultural Pazo de Torrado, Cambados, Espanha. A inauguração da exposição decorre com uma conversa em torno da "mesa", entre os presentes, para além do público em geral, encontravam-se o Alcalde de Cambados Luis Aragunde, o responsável pelo espaço expositivo José Vaamonde, Javier Tudela, curador da exposição, alguns dos artistas (Carlota Salgado Leal, Lucía Romaní, Jesus de la Iglesia, e eu próprio). Ninguém se sentou nas cadeiras disponíveis, oradores e público estiveram de pé em redor da mesa, como que num ato de nivelamento de protagonismos, elogio à democracia real, à teoria dos corpos (homologia dos organismos), diversidade e isomorfismo (não-absoluto). Deixou-se de lado qualquer tipo de desígnio retórico, e houve sim uma breve troca de palavras, acerca do que se propunha naquele espaço e com aquela peça específica. Realimentou-se a utopia (a da concretização real do sonho individual e nunca híper-individual). A estropia, ali representada na instabilidade provocada pelo efeito de vibração da máquina age abrindo a percepção do espectador sobre o objecto, ou seja: sobre o símbolo da estrutura discursiva e de estabilidade “cénica” do poder – a mesa... enquanto objeto que utilizado tantas vezes pela regra do dualismo de raiz absolutista para separar os "protagonistas" de todos os "outros". A utilidade desse objecto ao serviço das narrativas retóricas, demasiado sedimentadas, torna-se agora obsoleta. Os recepcionistas do espaço (que têm como local de trabalho esta entrada do Centro Cultural), e que são designados para receberem os visitantes da exposição, têm directrizes para "accionar" a instalação, desenvolvendo entretanto conversação com público (um processo relacional e pedagógico vai-se construindo). O objecto agora instável abre-se a outras possibilidades narrativas (da sua linguagem em reconstrução, e a partir desta, das suas outras interpretações...). A utilidade é conceptual e física, promovendo a interrogação de planos da imaginação de cada um, assim como da sua responsabilidade social. Somos todos participantes, somos todos responsáveis.

Reflexão, sinopse | Thought, synopsis

"UNIVERSO EM MARCHA (dispositivo para acontecimentos)" © Alexandre A. R. COSTA, 2013, é uma instalação "temperamental" que interpela e levanta questões aos mecanismos de comunicação e controlo. Metáfora e prática sobre a linguagem instável da consciência, da vida e da arte contemporânea... É um trabalho proposto no sentido deste se desenvolver, auto-organizar (e expandir o conhecimento) através da complexidade que se vai gerando no (seu/com o seu) contexto de apresentação. A instalação ganha e propõe "vida" a partir da sua própria instabilidade (das doses de entropia que vai injetando, fazendo reabrir as "possibilidades" de um debate sobre a realidade dos factos, e ...). No primeiro "acontecimento" esteve situada no espaço central de "debate" do evento “Resgate” -assim acordado com a curadoria do evento-. Tendo sido essencial a sua "articulação" com todos os acontecimentos (intervenientes) desse “Resgate”, evento que cruzou a questão da "saúde mental" com a prática artística contemporânea. Todo o sistema de organização da “Resgate” (exposição com a curadoria de Hugo Soares, e toda a equipa da IPSS, liderada por Miguel Durães) esteve sintonizado com a presença da instalação nesse local de características de multifuncionalidade. Foi desenhado um programa com debates, concertos, palestras, etc. que possibilitou a “vida” (convivência e interpelação) da instalação. Este projecto "UNIVERSO EM MARCHA (dispositivo para acontecimentos) #1" desenvolveu-se através do "acontecimento #2 e #3", designadamente o acontecimento #2 na exposição "Good News - comunicar é complicar", F.C.T.-UNL, com curadoria de Mário Caeiro, e acontecimento #3 na exposição "6 proyectos de espacio para 1 espacio", no Centro Cultural Pazo de Torrado, Cambados, Espanha, com curadoria de Javier Tudela.

Formalmente, podemos perceber que uma das pernas da mesa que “traça” esta instalação, é mais curta do que as três restantes, esta (mais curta) encontra-se colocada na base de uma máquina de "vibração" (daquelas típicas de vibração - para se fazer tremer o corpo e perder peso...). Por isso, todos os discursos dos intervenientes das conferências são interpelados pela instabilidade gerada nessa perna e que se propaga a todo o plano/superfície da “mesa”. As mãos desses "agentes" tremem, as folhas com os seus textos tremem, objectos como os copos e as garrafas com água ali deixados tremem. Depois há quem queira "desenhar projetos" ou simplesmente pousar os seus objetos pessoais nessa mesa a tremer, enquanto vê a peça e o resto da exposição. Acabou por ser um acontecimento muito positivo, trazendo vantagens à investigação prática sobre a interpelação da circularidade discursiva. Somos levados até uma questão: comunicar exige mais do que retóricas ou demagogias (normalmente agregadas a discursos de sistemas fechados, herméticos). Abrir os sistemas controladores, fechados, e a caminho do seu congelamento é uma responsabilidade... do artista e de cada um dos intervenientes sociais.

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