Do PROJETO "UTOPIA & ENTROPIA":

"A dar água sem caneco"
(video de suporte: "Time is on my (our) side", 15`)

© Alexandre A. R. COSTA

Realizado/apresentado em | Made/presented in:
2014

Formato/Meios | Art media:
Performance, Instalação | Performance, Installation

Momentos (descrição); Contextos; Espaço e localização da apresentação/implantação do Projeto; Curador(es)/programadores/organizadores/responsáveis/coordenadores | Moments (description); Contexts; Space and location of the presentation/implementation of the Project; Curator(s)/programmers/organizers/managers/coordinators:

- momento1
No Seminário "Hangar - Expedição" (da programação do projecto Expedição, com a participação de Alexandre A. R. Costa, António Preto, Luís Pinto e moderação de Miguel Leal), Maus Hábitos, Porto. Curadores/programadores: Hugo Soares, Maria Trabulo, Horácio Frutuoso, Carmo Osul, Jérémy Pajeanc.

- momento 2
No Ciclo de programação "(Con)tributos a Joan Miró", Cooperativa Árvore, Porto. Curador: (Galeria Perve/CASA DA LIBERDADE - Mário Cesariny).

- momento 3
No Ciclo regular "BAAMMM!!!! #3 - Uma colisão de corpos performativos e sonoros. Um encontro de casos estranhos de exploração, investigação e experimentação que tem uma periodicidade bimensal." (17 Maio 2014: Performances de Alexandre A. R. Costa as Kas Drovich + Ana Deus + Tânia Dinis), Sonoscopia - Associação Cultural, Porto (PT). Programação: Loreto Troncoso, Patrícia Caveiro, Sara Gomes e Susana Chiocca.

- momento 4
Na Exposição colectiva "Neste Momento", Fundación Rosón Arte Contemporáneo, Pontevedra (Espanha). Curadores: Carlos Rosón e Sara Fuentes.

Uma reflexão | sinopse
(que embora se possa referir a todos os momentos do projeto, neste caso foi desenvolvida especificamente para o catálogo da exposição "Neste Momento" onde foi apresentado o momento 4.)

O ESPAÇO ZERO1
Alexandre A. R. Costa, 2014

Construímos os nossos sistemas mnemónicos, as nossas realidades, as nossas utopias por onde vamos vivendo... Eu continuarei em Portugal enquanto conseguir respirar, cooperar e reconstruir entre outros resilientes, o sentido de comunidade artística. Penso ser importante pensar sentindo, fazer vivendo, agindo em defesa da arte e da condição humana – uma prática aberta e um inter-ser – em diálogo com o meio. Esta condição é-nos frontalmente negada por quem lidera o meu país e a nossa Europa*. Digamos: Não aceitamos! Quero pensar que é através da regulação ética (a de cada um na sua praxis) que poderemos procurar o respeito pela individualidade humana, e desde essa consciência transformar a realidade contemporânea. Este é para mim um processo que só se pode organizar por via da vontade participativa, pela percepção do sentido de comunidade, na correlação dos seus constituintes… Projeto portanto uma permanente reflexão sobre o papel da arte e dos artistas nas dinâmicas de poder no centro dos novos paradigmas contemporâneos – contaminados por um capitalismo desenfreado, sem que nas suas equações seja ponderada a dignidade humana.

Assumo pela minha prática uma vontade de participação responsável perante o contexto e momento sociais contemporâneos, no entanto, desenvolvo-a sob compromissos internos e externos – considerando esta circunstância sincrónica. É a partir desta atividade aberta que vai crescendo a complexidade, e esta refere-se a um diálogo e confronto simultâneos entre (i) mecanismos de autorregulação (utópicos?) e (ii) uma exposição inevitável dessa praxis à entropia. Assim, será importante que o artista, perante uma responsabilidade de "gestão partilhada" e enquanto participa em ciclos de revitalização (crítica, económica, cultural…) nos nossos tecidos sociais, não se esqueça do olhar "fora de sítio" (de centro periférico) – qual sintoma de humanidade e intersubjetividade.

Na minha praxis procuro formas emergentes de organização que promovam processos cooperativos, onde o tempo é eventualmente mais lento –natural–, interrogando-se a mera agitação cultural, onde muitas vezes se explora o artista. Não quero esquecer o olhar que interroga a ideia de mero sucesso, o qual pode resvalar para a competição absoluta. Esse universo não me seduz nem me ilude. Digo neste sentido que gosto da banalidade, de me entender longe do espetáculo, e quando necessário propor a queda do Humpty Dumpty e reorganizar... É este regresso ao "espaço zero" que penso permitir ao artista recomeçar apresentando ideias desafiadoras – não apenas sobre esse estado em branco, mas igualmente sobre o mito e o absoluto. Potencia-se assim a imaginação e a transformação, exige-se a atualização da presença e do que consideramos por consciência.

*Em 2014 o Estado português -não se opondo às exigências de austeridade europeias- desenvolveu uma política cega de cortes salariais, apoios solidários, implementou impostos de modo coercivo e sem equidade... Isto viria a destruir milhares de vidas, famílias, pequenas empresas, a cultura e a qualidade de vida (mínima).

1.Título que se vincula a uma reflexão sobre a performance (e instalação resultante) apresentada na Fundación RAC, cuja ficha técnica abaixo se apresenta.

Título: "A dar água sem caneco", versão 4: Representação (Video de suporte – "Time is on my (our) side") Alexandre A. R. Costa, 2014.
Duração: 15`.

links
(Link #1 Maus Hábitos - Espaço Cultural)
http://www.i2ads.org/nai/seminario-hangar-expedicao/
http://ml.virose.pt/blogs/texts_14/?p=232
https://www.facebook.com/events/1383217528606274/?ref=22

(Link #2 Cooperativa Árvore / Galeria Perve) http://www.pervegaleria.eu/home/images/stories/perve/Casa_da_Liberdade/TributoMiro/CT_TribMiro.pdf

(Link #3 Sonoscopia - Associação Cultural)
http://sonoscopia.pt/eventos-passados/baammm/baammm-3

(Link #4 Fundación Rosón Arte Contemporáneo)
http://www.fundacionrac.org
http://belasartes.uvigo.es/bbaa/index.php?id=65&idn=794

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Do PROJETO "UTOPIA & ENTROPIA":

"A dar água sem caneco"
(video de suporte: "Time is on my (our) side", 15`)

© Alexandre A. R. COSTA

Realizado/apresentado em | Made/presented in:
2014

Formato/Meios | Art media:
Performance, Instalação | Performance, Installation

Momentos (descrição); Contextos; Espaço e localização da apresentação/implantação do Projeto; Curador(es)/programadores/organizadores/responsáveis/coordenadores | Moments (description); Contexts; Space and location of the presentation/implementation of the Project; Curator(s)/programmers/organizers/managers/coordinators:

- momento1
No Seminário "Hangar - Expedição" (da programação do projecto Expedição, com a participação de Alexandre A. R. Costa, António Preto, Luís Pinto e moderação de Miguel Leal), Maus Hábitos, Porto. Curadores/programadores: Hugo Soares, Maria Trabulo, Horácio Frutuoso, Carmo Osul, Jérémy Pajeanc.

- momento 2
No Ciclo de programação "(Con)tributos a Joan Miró", Cooperativa Árvore, Porto. Curador: (Galeria Perve/CASA DA LIBERDADE - Mário Cesariny).

- momento 3
No Ciclo regular "BAAMMM!!!! #3 - Uma colisão de corpos performativos e sonoros. Um encontro de casos estranhos de exploração, investigação e experimentação que tem uma periodicidade bimensal." (17 Maio 2014: Performances de Alexandre A. R. Costa as Kas Drovich + Ana Deus + Tânia Dinis), Sonoscopia - Associação Cultural, Porto (PT). Programação: Loreto Troncoso, Patrícia Caveiro, Sara Gomes e Susana Chiocca.

- momento 4
Na Exposição colectiva "Neste Momento", Fundación Rosón Arte Contemporáneo, Pontevedra (Espanha). Curadores: Carlos Rosón e Sara Fuentes.

Uma reflexão | sinopse
(que embora se possa referir a todos os momentos do projeto, neste caso foi desenvolvida especificamente para o catálogo da exposição "Neste Momento" onde foi apresentado o momento 4.)

O ESPAÇO ZERO1
Alexandre A. R. Costa, 2014

Construímos os nossos sistemas mnemónicos, as nossas realidades, as nossas utopias por onde vamos vivendo... Eu continuarei em Portugal enquanto conseguir respirar, cooperar e reconstruir entre outros resilientes, o sentido de comunidade artística. Penso ser importante pensar sentindo, fazer vivendo, agindo em defesa da arte e da condição humana – uma prática aberta e um inter-ser – em diálogo com o meio. Esta condição é-nos frontalmente negada por quem lidera o meu país e a nossa Europa*. Digamos: Não aceitamos! Quero pensar que é através da regulação ética (a de cada um na sua praxis) que poderemos procurar o respeito pela individualidade humana, e desde essa consciência transformar a realidade contemporânea. Este é para mim um processo que só se pode organizar por via da vontade participativa, pela percepção do sentido de comunidade, na correlação dos seus constituintes… Projeto portanto uma permanente reflexão sobre o papel da arte e dos artistas nas dinâmicas de poder no centro dos novos paradigmas contemporâneos – contaminados por um capitalismo desenfreado, sem que nas suas equações seja ponderada a dignidade humana.

Assumo pela minha prática uma vontade de participação responsável perante o contexto e momento sociais contemporâneos, no entanto, desenvolvo-a sob compromissos internos e externos – considerando esta circunstância sincrónica. É a partir desta atividade aberta que vai crescendo a complexidade, e esta refere-se a um diálogo e confronto simultâneos entre (i) mecanismos de autorregulação (utópicos?) e (ii) uma exposição inevitável dessa praxis à entropia. Assim, será importante que o artista, perante uma responsabilidade de "gestão partilhada" e enquanto participa em ciclos de revitalização (crítica, económica, cultural…) nos nossos tecidos sociais, não se esqueça do olhar "fora de sítio" (de centro periférico) – qual sintoma de humanidade e intersubjetividade.

Na minha praxis procuro formas emergentes de organização que promovam processos cooperativos, onde o tempo é eventualmente mais lento –natural–, interrogando-se a mera agitação cultural, onde muitas vezes se explora o artista. Não quero esquecer o olhar que interroga a ideia de mero sucesso, o qual pode resvalar para a competição absoluta. Esse universo não me seduz nem me ilude. Digo neste sentido que gosto da banalidade, de me entender longe do espetáculo, e quando necessário propor a queda do Humpty Dumpty e reorganizar... É este regresso ao "espaço zero" que penso permitir ao artista recomeçar apresentando ideias desafiadoras – não apenas sobre esse estado em branco, mas igualmente sobre o mito e o absoluto. Potencia-se assim a imaginação e a transformação, exige-se a atualização da presença e do que consideramos por consciência.

*Em 2014 o Estado português -não se opondo às exigências de austeridade europeias- desenvolveu uma política cega de cortes salariais, apoios solidários, implementou impostos de modo coercivo e sem equidade... Isto viria a destruir milhares de vidas, famílias, pequenas empresas, a cultura e a qualidade de vida (mínima).

1.Título que se vincula a uma reflexão sobre a performance (e instalação resultante) apresentada na Fundación RAC, cuja ficha técnica abaixo se apresenta.

Título: "A dar água sem caneco", versão 4: Representação (Video de suporte – "Time is on my (our) side") Alexandre A. R. Costa, 2014.
Duração: 15`.

links
(Link #1 Maus Hábitos - Espaço Cultural)
http://www.i2ads.org/nai/seminario-hangar-expedicao/
http://ml.virose.pt/blogs/texts_14/?p=232
https://www.facebook.com/events/1383217528606274/?ref=22

(Link #2 Cooperativa Árvore / Galeria Perve) http://www.pervegaleria.eu/home/images/stories/perve/Casa_da_Liberdade/TributoMiro/CT_TribMiro.pdf

(Link #3 Sonoscopia - Associação Cultural)
http://sonoscopia.pt/eventos-passados/baammm/baammm-3

(Link #4 Fundación Rosón Arte Contemporáneo)
http://www.fundacionrac.org
http://belasartes.uvigo.es/bbaa/index.php?id=65&idn=794

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